Na manhã desta quinta-feira, 23 de julho, a Associação São Martinho esteve presente na homenagem que marcou os 32 anos da Chacina da Candelária, no Centro do Rio de Janeiro. A atividade, realizada em frente à Igreja da Candelária, reuniu diversas organizações sociais, movimentos populares, autoridades públicas, familiares das vítimas e jovens para manter viva a memória e renovar o clamor por justiça.
A Chacina da Candelária: Um Crime Que Não Pode Ser Esquecido
Em 23 de julho de 1993, oito jovens em situação de rua foram assassinados enquanto dormiam nas imediações da Igreja da Candelária. O crime, cometido por policiais militares, chocou o país e o mundo, revelando a brutalidade da violência contra a juventude negra e periférica.
As vítimas eram crianças e adolescentes que buscavam abrigo na região central do Rio de Janeiro. Seus nomes e histórias foram silenciados pela violência do Estado, mas permanecem vivos na memória coletiva como símbolo de luta pelos direitos das crianças e adolescentes e pelo fim da violência contra os mais vulneráveis.
Memória, Justiça e Esperança
A data se tornou um símbolo de luta pelos direitos das crianças e adolescentes e pelo fim da violência do Estado contra os mais vulneráveis. A cada ano, organizações sociais, movimentos populares, familiares e ativistas se reúnem para honrar a memória das vítimas e denunciar a impunidade que ainda persiste.
Durante o ato realizado em 2025, foram realizadas intervenções culturais, rodas de conversa, manifestações de fé e momentos de silêncio em memória dos jovens assassinados. Jovens e adolescentes atendidos pela São Martinho participaram ativamente, levando cartazes, bandeiras e mensagens de paz e justiça.
São Martinho Reafirma Compromisso com a Justiça Social
A São Martinho, que há décadas atua na proteção e promoção dos direitos de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, participou reafirmando seu compromisso com a construção de uma sociedade mais justa, onde nenhuma vida seja descartável.
"Preservar a memória da Candelária é um dever coletivo. É lembrar que esses jovens tinham sonhos, histórias e vidas que foram interrompidas brutalmente. Seguimos lutando para que outras vidas não sejam apagadas pela violência."
A instituição trabalha diariamente para garantir que crianças e adolescentes tenham acesso a direitos fundamentais como educação, proteção, alimentação, profissionalização e dignidade. A presença no memorial é uma forma de honrar a memória das vítimas e reforçar o compromisso com a defesa intransigente dos direitos humanos.
Violência de Estado e a Luta por Justiça
A Chacina da Candelária expôs a face mais cruel da violência institucional contra crianças e adolescentes em situação de rua, em sua maioria negros e periféricos. Mais de três décadas depois, o Brasil ainda enfrenta desafios estruturais relacionados à violência policial, ao racismo e à criminalização da pobreza.
O memorial anual é um ato de resistência e denúncia contra a impunidade e a continuidade das violações de direitos humanos. Organizações da sociedade civil, incluindo a São Martinho, seguem pressionando por:
- Responsabilização dos agentes da violência de Estado
- Políticas públicas efetivas de proteção à infância e juventude
- Fim da criminalização de crianças e adolescentes em situação de rua
- Combate ao racismo estrutural e à violência policial
- Investimento em educação, saúde e assistência social
Juventude Presente: Transformando Dor em Luta
A participação de jovens e adolescentes no memorial é um dos aspectos mais significativos do evento. Muitos deles são atendidos por organizações como a São Martinho e compreendem a importância de manter viva a memória das vítimas.
Os jovens levaram cartazes com mensagens como "Candelária Nunca Mais", "Vidas Negras Importam" e "Nenhuma Vida é Descartável". Suas vozes ecoaram nas ruas do Centro do Rio de Janeiro, reafirmando que a luta por justiça social continua viva nas novas gerações.
Presença da São Martinho: Esperança e Resistência
A presença da São Martinho nessa homenagem é também um gesto de esperança e resistência: seguimos acreditando que é possível transformar realidades com afeto, políticas públicas e justiça social.
A instituição continuará participando de ações de memória, justiça e defesa dos direitos humanos, reforçando seu compromisso histórico com as causas sociais e com a construção de uma sociedade onde todas as vidas sejam valorizadas e protegidas.
O Papel da Sociedade Civil
O memorial da Chacina da Candelária é organizado por uma articulação ampla de organizações sociais, movimentos de direitos humanos, coletivos culturais e entidades de defesa da infância e juventude. Essa mobilização coletiva demonstra a força da sociedade civil na preservação da memória histórica e na luta por justiça.
Participar desses atos é uma forma de resistir ao esquecimento, denunciar a impunidade e pressionar o Estado por mudanças estruturais que garantam a proteção integral de crianças e adolescentes.
Seguimos na Luta
A São Martinho reafirma seu compromisso com a memória das vítimas da Chacina da Candelária e com a luta por uma sociedade onde nenhuma criança ou adolescente seja vítima da violência, do abandono ou da indiferença.
Seguiremos trabalhando incansavelmente para oferecer proteção, educação, oportunidades e dignidade para todas as crianças e jovens atendidos por nossos programas. A memória das vítimas da Candelária nos inspira e nos move a continuar lutando por justiça social e direitos humanos.
Defesa de Direitos e Justiça Social
A São Martinho atua há mais de 40 anos na defesa intransigente dos direitos de crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade.
- ✓ Proteção integral de crianças e adolescentes
- ✓ Combate à violência e ao abandono
- ✓ Promoção de direitos humanos e cidadania
- ✓ Educação, profissionalização e desenvolvimento integral
